"Tive, sim,
Outro grande amor antes do teu
Tive, sim.
O que ela sonhava eram os meus sonhos e assim
Iamos vivendo em paz
Nosso lar,
Em nosso lar sempre houve alegria
E eu vivia tão contente
Como contente ao teu lado estou.
Tive, sim,
Mas comparar com seu amor seria o fim.
E vou calar
Pois não pretendo, amor, te magoar."
- Cartola.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Falemos em saudades:
Soma-se fatos factuais.
Fatos factuais... Primordial redundância, indolente, indecente, inprudente. "In", negativismo dialético, pois sim...
Adorno praticava a dialética. Ah querido Adorno... Como nos tempos de criança, tolices irremediaveis.
Deixando-se a margem a ocasionalidade, sejamos francos: quereis eu escrever ?
O que dirá ser escrever? Estás brutalidades são sim, são não, ora sim, ora não...
Deixemos a margem, ora pois.
Falemos sério, sem indulgencias.
Falemos de saudades, enfim. Sem constrangimento, evite ocasionalidades.
Obviedades a parte, falemos de sentimentos, em quais se restrigem?
Magoa? Não. Tristeza? Não. Não. Não.
Saudades, falemos.
Para além do concreto, do material e factual, saudades internas.
Pode-se dizer assim? "Saudades internas"? Melhor apenas saudades, e o significado, deixemos em aberto, em questão, em reflexão.
Teremos que ser sinceros, como dizia Brás Cubas, nosso pequeno herói burguês, dispensemos todas essas fatalidades e sejamos francos.
Para que tantas iniquedades? Melhor assim.
Ora, referimo-nos a Adorno. Alemão, pois sim, pois não.
Para que tanta divagação se é claramente simples a situação: estamos com saudades.
Ora, ora, ora.
Falemos em saudades.
Fatos factuais... Primordial redundância, indolente, indecente, inprudente. "In", negativismo dialético, pois sim...
Adorno praticava a dialética. Ah querido Adorno... Como nos tempos de criança, tolices irremediaveis.
Deixando-se a margem a ocasionalidade, sejamos francos: quereis eu escrever ?
O que dirá ser escrever? Estás brutalidades são sim, são não, ora sim, ora não...
Deixemos a margem, ora pois.
Falemos sério, sem indulgencias.
Falemos de saudades, enfim. Sem constrangimento, evite ocasionalidades.
Obviedades a parte, falemos de sentimentos, em quais se restrigem?
Magoa? Não. Tristeza? Não. Não. Não.
Saudades, falemos.
Para além do concreto, do material e factual, saudades internas.
Pode-se dizer assim? "Saudades internas"? Melhor apenas saudades, e o significado, deixemos em aberto, em questão, em reflexão.
Teremos que ser sinceros, como dizia Brás Cubas, nosso pequeno herói burguês, dispensemos todas essas fatalidades e sejamos francos.
Para que tantas iniquedades? Melhor assim.
Ora, referimo-nos a Adorno. Alemão, pois sim, pois não.
Para que tanta divagação se é claramente simples a situação: estamos com saudades.
Ora, ora, ora.
Falemos em saudades.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
A última música :
O palco de sonhos gritava o ultimo ato. Trompetes, arpas, guitarras e flautas, narravam a bela melancólica despedida.
A última. Ultima vez, ultima cronica, ultimo texto. Transformados em esplendida peça de todos aqueles anos.
Foi inesperado. Aceitável, de fato. Saber que ela partiria, sem arrependimentos ou perdão. Apenas pelo fato de poder ir e vir. De forma brusca, com certeza.
Sem vozes, o som oco e abafado de tantos instrumentos, decepções e alegrias, tornava-se narrativa, prepotente, claro. Antecipado, a principio.... Mas não poderia se fazer muitas coisas, para tornar a despedida, não como se não fosse doída, mas como se nunca tivesse havido a ferida. O afastamento magoa, nos deixa em loucura alucinante, sempre a procura do vazio que não vem, preenchido de lembranças. Seria formídavel dizer, que sei. Fracasso. Sei que não sei. Seria inadmissível pôr-me aqui a cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Sei que não consegui.
Rostos embaçados, em memórias ocultas. Foi o que ficou, e foi maravilhoso. Em parte. Claro.
Era perceptivel a dor que dilacerava o peito morto de cansaço, na continua maré de desastres que ocorreram, tudo pra deixar que a despedida fosse mais desejada. Surpresas assim acontecem, e nos deixam entorpecida, quando vem a dor inconsolável do adeus.
Um único violina, murmurava notas agudas em desespero contido, quase imperceptivel no meio da grande obra que seguia sem interrupções.
As memórias de dias feliz, transbordavam em distorção de horas, datas, de segundos interminaveis, de tempos inabalaveis .
Feche a cortina e silencie os instrumentos, renove o fluxo perfeito de sentimentos, mesmo que o tempo não seja o mesmo.
A última. Ultima vez, ultima cronica, ultimo texto. Transformados em esplendida peça de todos aqueles anos.
Foi inesperado. Aceitável, de fato. Saber que ela partiria, sem arrependimentos ou perdão. Apenas pelo fato de poder ir e vir. De forma brusca, com certeza.
Sem vozes, o som oco e abafado de tantos instrumentos, decepções e alegrias, tornava-se narrativa, prepotente, claro. Antecipado, a principio.... Mas não poderia se fazer muitas coisas, para tornar a despedida, não como se não fosse doída, mas como se nunca tivesse havido a ferida. O afastamento magoa, nos deixa em loucura alucinante, sempre a procura do vazio que não vem, preenchido de lembranças. Seria formídavel dizer, que sei. Fracasso. Sei que não sei. Seria inadmissível pôr-me aqui a cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Sei que não consegui.
Rostos embaçados, em memórias ocultas. Foi o que ficou, e foi maravilhoso. Em parte. Claro.
Era perceptivel a dor que dilacerava o peito morto de cansaço, na continua maré de desastres que ocorreram, tudo pra deixar que a despedida fosse mais desejada. Surpresas assim acontecem, e nos deixam entorpecida, quando vem a dor inconsolável do adeus.
Um único violina, murmurava notas agudas em desespero contido, quase imperceptivel no meio da grande obra que seguia sem interrupções.
As memórias de dias feliz, transbordavam em distorção de horas, datas, de segundos interminaveis, de tempos inabalaveis .
Feche a cortina e silencie os instrumentos, renove o fluxo perfeito de sentimentos, mesmo que o tempo não seja o mesmo.
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